
Quando se sobe os Champs-Élysées em um sábado à tarde, a primeira dificuldade não é encontrar uma loja, mas escolher qual delas merece que entremos. A avenida mudou muito nos últimos dois anos: várias lojas de grande público como a Fnac, H&M ou a Disney Store fecharam, substituídas por conceitos mais sofisticados. O percurso de compras que se podia fazer em 2023 não tem mais muito a ver com o de 2026.
K-Beauty e concept stores: as novas lojas que mudam a avenida
A mudança mais visível em 2026 é a chegada da MOIDA no 30-32 da avenida dos Champs-Élysées. Esta concept store coreana ocupa cerca de 460 m² e se apresenta como o maior espaço K-Beauty da Europa. Aqui encontramos entre 80 e 90 marcas coreanas de skincare e maquiagem, com um espaço dedicado a pop-ups e lançamentos de produtos ao longo do ano.
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Para quem se interessa por cuidados coreanos sem querer fazer pedidos online às cegas, é a oportunidade de testar texturas, comparar fórmulas e sair com um diagnóstico personalizado. O espaço de animação muda regularmente, o que dá uma razão para voltar.
Além da MOIDA, nota-se a instalação da COS (moda minimalista escandinava), da Onitsuka Tiger (sneakers premium de inspiração japonesa) e da Canada Goose (outdoor de alta qualidade). Essas lojas não estavam presentes na avenida há alguns anos. Elas desenham um percurso de compras que não se limita mais ao duo luxo francês / fast-fashion. Para explorar todas as endereços de compras nos Champs-Élysées, agora é preciso contar com esses novos atores.
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Flagships de beleza nos Champs-Élysées: Sephora e Guerlain em modo imersivo
A Sephora dos Champs-Élysées reabriu após vários meses de obras. A loja não funciona mais como um simples ponto de venda. Agora oferece uma programação de eventos regular: masterclass de maquiagem, lançamentos em primeira mão, animações sazonais. O flagship de beleza se torna uma plataforma de experiências em vez de um corredor de produtos clássico.
Concretamente, pode-se passar uma hora lá sem comprar nada e sair com diagnósticos de pele, testes de fragrância ou uma aula rápida de contorno. Os retornos variam sobre a afluência no final de semana, mas pela manhã o espaço permanece acessível.
Guerlain no 68: o endereço histórico a não perder
No número 68, a casa Guerlain ocupa seu espaço desde 1914. A arquitetura Belle Époque do local já vale a visita por si só. Acessa-se a mais de dois séculos de fragrâncias, com um serviço de consulta personalizada para compor um perfume sob medida ou redescobrir os clássicos da casa.
Entre Sephora e Guerlain, os Champs-Élysées concentram duas abordagens opostas da beleza: uma foca no volume e no evento para o grande público, a outra aposta na exclusividade e no patrimônio. Ambas merecem uma parada, por razões muito diferentes.
Luxo e relojoaria: Cartier, TAG Heuer e o futuro projeto Louis Vuitton
O segmento de luxo continua sendo a base histórica da avenida. Entre os endereços que justificam uma visita direcionada:
- Cartier no 154: alta joalheria e relojoaria, com peças que não se encontram nas lojas do centro. O espaço é pensado para uma visita tranquila, longe da agitação da calçada.
- TAG Heuer no 104: a marca suíça, muito identificada com o mundo do esporte, apresenta suas últimas coleções de relojoaria em um espaço dedicado. Menos intimidador que uma casa de alta joalheria, é um bom ponto de entrada para quem se interessa por relojoaria de luxo sem estar familiarizado.
- Louis Vuitton está preparando um projeto descrito como seu complexo de luxo mais ambicioso nos Champs-Élysées, com entrega prevista para 2027. A loja atual permanece aberta, mas o futuro espaço promete redefinir o flagship da casa.
Esse segmento não se destina apenas aos compradores. As vitrines e os espaços de exposição valem a visita mesmo sem intenção de compra, especialmente na Cartier, onde a cenografia muda conforme as coleções.

Galeries Lafayette Champs-Élysées: uma loja de departamentos à parte
As Galeries Lafayette versão Champs-Élysées não se parecem com as do boulevard Haussmann. A loja aposta na curadoria: menos marcas, uma seleção mais restrita e cantos que mudam regularmente. Encontramos criadores parisienses emergentes ao lado de grifes estabelecidas.
O principal interesse é o formato. Pode-se percorrer o espaço em menos de uma hora, enquanto Haussmann exige meio dia. Para uma ida às compras concentrada, é uma vantagem concreta. O próprio edifício, com sua claraboia e arquitetura contemporânea, merece uma olhada.
Arcades dos Champs-Élysées: a galeria a ser notada
Menos conhecidas que as grandes lojas, as Arcades dos Champs-Élysées abrigam uma mão cheia de boutiques em um corredor coberto acessível a partir da avenida. O local é adequado para uma pausa protegida quando o clima não colabora, com alguns endereços de fast food e pequenos comércios que fogem da oferta padronizada da calçada principal.
Organizando sua ida às compras: o que mudou na avenida em 2026
A contração da oferta de grande público tem um efeito inesperado: a avenida ganha em legibilidade para o visitante. Menos lojas genéricas significam menos barulho comercial. É mais fácil identificar os endereços que merecem uma parada.
O lado par da avenida (números pares, lado sul) concentra a maioria dos flagships de luxo e das concept stores recentes. O lado ímpar abriga mais opções de alimentação e serviços. Manter essa referência em mente evita zigzaguear desnecessariamente em uma avenida de quase dois quilômetros.
A presença crescente de marcas “experienciais” (MOIDA, Sephora em nova fórmula, os pop-ups nas Galeries Lafayette) faz com que uma ida aos Champs-Élysées não se resuma mais a entrar, comprar e sair. Passa-se tempo lá, testa-se, descobre-se. Essa é provavelmente a transformação mais marcante da avenida nos últimos anos, e a que torna o passeio de compras realmente diferente do resto de Paris.